O artigo é um pouco longo, mas vale a leitura:
“Eu estava fazendo algumas reflexões sobre as últimas semanas, e cheguei á uma conclusão. O Windows 7, com todas as suas melhorias de desempenho, novas funcionalidades e processo de desenvolvimento mais racionalizado, será de fato o salvador da Microsoft e ofuscará todo o acidente com o Vista. Então eu decidi escrever por que o Windows 7 será melhor que todas as versões anteriores do Windows e é por isso que devemos prestar muita atenção nele.
A fim de que todos possam entender, em primeiro lugar devo levá-los de volta á 2003, quando a Microsoft voltou-se para a “Visão Longhorn” e o que ela significaria para o usuário final. A Microsoft prometeu um mundo fantástico, em que você seria capaz de realizar praticamente qualquer coisa com este incrível novo sistema operacional. As demonstrações foram absolutamente deslumbrantes, mas, infelizmente, a maioria destas demonstrações era nada mais do que fumaça e espelhos. Na realidade, o código físico do Longhorn foi um desastre absoluto. A build era horrivelmente instável e parecia que iria desabar como um castelo de cartas e, em agosto de 2004, ele fez exatamente isso. A Microsoft apagou o código do Longhorn e reiniciou do zero. Normalmente, isso não teria sido tão ruim, exceto que ela decidiu eliminar muitas das características prometidas e, 2 anos depois, eles entregaram o Vista, um lançamento meio “cru” e algo que nem sequer chegava perto do Longhorn original, que todos nós desejávamos ver. O Vista foi atormentado por questões de drivers, problemas de desempenho e de estabilidade. Ele teve um começo muito ruim com a imprensa literalmente massacrando-o e, nessa época, a simples menção do Vista em público deixava as pessoas incomodadas. Claro, um grande número de questões foi corrigido no SP1, mas não o suficiente para fazer as pessoas quererem mudar, muitos dos bugs que foram relatados durante a versão beta ainda permanecem até hoje.
Com o Windows 7, a Microsoft percebeu que precisava mudar radicalmente as coisas. Jim Allchin havia se aposentado de seu cargo de chefe da divisão de plataformas e a Microsoft nomeou Steven Sinofsky com o título de “Vice Presidente do Windows e Windows Live”. Steven tem a reputação de conduzir lançamentos que estão próximos, cumprir prazos e, mais importante ainda, obter resultados. Sua primeira providência foi reorganizar toda a divisão do Windows, a fim de agilizar o processo de desenvolvimento e garantir um produto de qualidade em qualquer ponto do processo de desenvolvimento. Ele instituiu uma série de controles de qualidade do código, onde nenhuma alteração é permitida sem que se verifique se preenche uma norma de rigorosa de estabilidade e funcionalidade, algo que realmente não existiu durante o desenvolvimento do Longhorn/Vista. O objetivo desta ação consiste em garantir que qualquer build do Windows 7 que saia do laboratório será estável o suficiente para uso cotidiano.
A segunda parte da alteração na política, apesar de que eu não concordar inteiramente, é a sua política de divulgação. Durante o desenvolvimento do Longhorn/Vista, a Microsoft foi extremamente aberta sobre o processo. O público literalmente tinha uma janela aberta para saber sobre o desenvolvimento do Longhorn e ver como as coisas estavam indo. O problema com isso, porém, é que o público também tinha uma visão geral das falhas, o corte nos recursos e o lançamento de um Vista meio cru. Olhando para trás, penso que Steven foi um pouco longe demais com a sua política de não-divulgação, mas eu realmente não o culpo. Ele conseguiu manter o desenvolvimento do Windows 7 oculto o tempo suficiente para uma verdadeira surpresa de todos os participantes do PDC, que viram sua primeira demonstração pública. O fato de que estávamos vendo um código funcional, e não uma demonstração, também foi extremamente gratificante.
E, finalmente, a terceira parte da mudança na política, e esta é realmente bastante profunda. Steven quer que a Microsoft a prometa e, em seguida, entregue exatamente o que prometeu, e parece que estão fazendo exatamente isso. Ouso dizer que o Windows 7 está muito mais próximo da visão original do Longhorn do que o Vista esteve. Se você pensar honestamente nisso, o Longhorn tinha muitas características conceituais que aparecem no Windows 7:
Nova tela de boot animada: Durante o projeto do Longhorn, houve o conceito de uma nova tela de boot animada e de alta resolução. Este recurso posteriormente foi retirado do Vista, embora pudesse ser ativado (menos animação) com um hack.Nova Barra de tarefas: Durante o desenvolvimento do Longhorn, houve muitos conceitos de interfaces para o usuário, girando em torno de uma nova barra, que repensaria a maneira como o usuário lida com tarefas e inicia aplicativos. No Windows 7, a nova Barra de Tarefas (apelidada de Superbarra) faz isso. Ela unifica a inicialização rápida e os aplicativos abertos, dá uma bela visão das tarefas abertas e, em geral, simplifica a tarefa de gerenciamento. Penso que isto é um enorme passo para o Windows, e uma mudança muito necessária após 14 anos de poucas novidades neste departamento.
Pesquisa associadas: No Longhorn, a Microsoft queria implementar o arquivo WinFS para facilitar a pesquisa e o gerenciamento de dados, mas também queria ativar esta funcionalidade através da rede. No Windows 7 isto se torna uma realidade com o novo recurso de pesquisas associadas. Esta nova funcionalidade permite aos usuários a pesquisa através da rede ou em site, com pouca ou nenhuma mudança nos códigos no lado do servidor. Muito legal se você quer saber.
Castle: No Longhorn, um novo recurso de rede (chamado de castle, na época) estava sendo trabalhado para permitir que as pessoas colocassem seus PCs domésticos em rede e compartilhassem e transmitissem informações através dela. No Windows 7 esse recurso está de volta e de forma funcional, com o nome “Homegroups”. Os Homegroups permitem que um usuário crie uma rede no Windows 7 com extrema facilidade. Vai longe o tempo de arrancar os cabelos tentando criar um ambiente de rede em máquinas com o XP ou o Vista em sua casa.
Nova visualização no Explorer: No Longhorn houve muitas idéias sobre a visualização no Explorer, e, embora nem todos elas apareçam no 7, uma importante está. A visão por empilhamento (stacking). Esta visão permite que você organize arquivos pela data, autor e muitos outros filtros. Isso é muito bom para fotos.
Status do dispositivo: Uma das características que o Longhorn incluía era uma nova forma de visualizar os dispositivos conectados em seu PC. O Windows 7 realmente possui este recurso. Ele permite uma experiência visual muito mais voltada para o dispositivo, que permite que você veja todas as informações e realize tarefas em um local fácil de usar.
O Windows 7 vem com isso e muito mais. Ele vem com novas adições ao Aero, como Aero peek, Aero Shake, Aero Snap, para citar apenas alguns. Estas características realmente fazem a experiência de usar o Windows muito melhor.
A questão de fundo é que a Microsoft realmente decidiu mudar percepções e corrigir os problemas que flagelaram o Vista. E, até agora, eles estão fazendo um trabalho muito bom com o Windows 7. A build atual do Windows 7 é impressionantemente rápida, tem suporte á drivers melhor que o Vista mesmo no início desta fase beta e a estabilidade é absolutamente inacreditável. Tenho utilizado o Windows 7 como meu sistema operacional principal há algum tempo e até agora não tenho absolutamente nenhuma intenção de voltar para o Vista. Na verdade, nem que me pagassem eu voltaria para o Vista neste momento. Em minha opinião, o Windows 7 será o sistema operacional que trará vida nova para a Microsoft, e revitalizará os PCs Windows e a comunidade como um todo.”
O artigo é um pouco longo, mas vale a leitura:
“Eu estava fazendo algumas reflexões sobre as últimas semanas, e cheguei á uma conclusão. O Windows 7, com todas as suas melhorias de desempenho, novas funcionalidades e processo de desenvolvimento mais racionalizado, será de fato o salvador da Microsoft e ofuscará todo o acidente com o Vista. Então eu decidi escrever por que o Windows 7 será melhor que todas as versões anteriores do Windows e é por isso que devemos prestar muita atenção nele.
A fim de que todos possam entender, em primeiro lugar devo levá-los de volta á 2003, quando a Microsoft voltou-se para a “Visão Longhorn” e o que ela significaria para o usuário final. A Microsoft prometeu um mundo fantástico, em que você seria capaz de realizar praticamente qualquer coisa com este incrível novo sistema operacional. As demonstrações foram absolutamente deslumbrantes, mas, infelizmente, a maioria destas demonstrações era nada mais do que fumaça e espelhos. Na realidade, o código físico do Longhorn foi um desastre absoluto. A build era horrivelmente instável e parecia que iria desabar como um castelo de cartas e, em agosto de 2004, ele fez exatamente isso. A Microsoft apagou o código do Longhorn e reiniciou do zero. Normalmente, isso não teria sido tão ruim, exceto que ela decidiu eliminar muitas das características prometidas e, 2 anos depois, eles entregaram o Vista, um lançamento meio “cru” e algo que nem sequer chegava perto do Longhorn original, que todos nós desejávamos ver. O Vista foi atormentado por questões de drivers, problemas de desempenho e de estabilidade. Ele teve um começo muito ruim com a imprensa literalmente massacrando-o e, nessa época, a simples menção do Vista em público deixava as pessoas incomodadas. Claro, um grande número de questões foi corrigido no SP1, mas não o suficiente para fazer as pessoas quererem mudar, muitos dos bugs que foram relatados durante a versão beta ainda permanecem até hoje.
Com o Windows 7, a Microsoft percebeu que precisava mudar radicalmente as coisas. Jim Allchin havia se aposentado de seu cargo de chefe da divisão de plataformas e a Microsoft nomeou Steven Sinofsky com o título de “Vice Presidente do Windows e Windows Live”. Steven tem a reputação de conduzir lançamentos que estão próximos, cumprir prazos e, mais importante ainda, obter resultados. Sua primeira providência foi reorganizar toda a divisão do Windows, a fim de agilizar o processo de desenvolvimento e garantir um produto de qualidade em qualquer ponto do processo de desenvolvimento. Ele instituiu uma série de controles de qualidade do código, onde nenhuma alteração é permitida sem que se verifique se preenche uma norma de rigorosa de estabilidade e funcionalidade, algo que realmente não existiu durante o desenvolvimento do Longhorn/Vista. O objetivo desta ação consiste em garantir que qualquer build do Windows 7 que saia do laboratório será estável o suficiente para uso cotidiano.
A segunda parte da alteração na política, apesar de que eu não concordar inteiramente, é a sua política de divulgação. Durante o desenvolvimento do Longhorn/Vista, a Microsoft foi extremamente aberta sobre o processo. O público literalmente tinha uma janela aberta para saber sobre o desenvolvimento do Longhorn e ver como as coisas estavam indo. O problema com isso, porém, é que o público também tinha uma visão geral das falhas, o corte nos recursos e o lançamento de um Vista meio cru. Olhando para trás, penso que Steven foi um pouco longe demais com a sua política de não-divulgação, mas eu realmente não o culpo. Ele conseguiu manter o desenvolvimento do Windows 7 oculto o tempo suficiente para uma verdadeira surpresa de todos os participantes do PDC, que viram sua primeira demonstração pública. O fato de que estávamos vendo um código funcional, e não uma demonstração, também foi extremamente gratificante.
E, finalmente, a terceira parte da mudança na política, e esta é realmente bastante profunda. Steven quer que a Microsoft a prometa e, em seguida, entregue exatamente o que prometeu, e parece que estão fazendo exatamente isso. Ouso dizer que o Windows 7 está muito mais próximo da visão original do Longhorn do que o Vista esteve. Se você pensar honestamente nisso, o Longhorn tinha muitas características conceituais que aparecem no Windows 7:
Nova tela de boot animada: Durante o projeto do Longhorn, houve o conceito de uma nova tela de boot animada e de alta resolução. Este recurso posteriormente foi retirado do Vista, embora pudesse ser ativado (menos animação) com um hack.Nova Barra de tarefas: Durante o desenvolvimento do Longhorn, houve muitos conceitos de interfaces para o usuário, girando em torno de uma nova barra, que repensaria a maneira como o usuário lida com tarefas e inicia aplicativos. No Windows 7, a nova Barra de Tarefas (apelidada de Superbarra) faz isso. Ela unifica a inicialização rápida e os aplicativos abertos, dá uma bela visão das tarefas abertas e, em geral, simplifica a tarefa de gerenciamento. Penso que isto é um enorme passo para o Windows, e uma mudança muito necessária após 14 anos de poucas novidades neste departamento.
Pesquisa associadas: No Longhorn, a Microsoft queria implementar o arquivo WinFS para facilitar a pesquisa e o gerenciamento de dados, mas também queria ativar esta funcionalidade através da rede. No Windows 7 isto se torna uma realidade com o novo recurso de pesquisas associadas. Esta nova funcionalidade permite aos usuários a pesquisa através da rede ou em site, com pouca ou nenhuma mudança nos códigos no lado do servidor. Muito legal se você quer saber.
Castle: No Longhorn, um novo recurso de rede (chamado de castle, na época) estava sendo trabalhado para permitir que as pessoas colocassem seus PCs domésticos em rede e compartilhassem e transmitissem informações através dela. No Windows 7 esse recurso está de volta e de forma funcional, com o nome “Homegroups”. Os Homegroups permitem que um usuário crie uma rede no Windows 7 com extrema facilidade. Vai longe o tempo de arrancar os cabelos tentando criar um ambiente de rede em máquinas com o XP ou o Vista em sua casa.
Nova visualização no Explorer: No Longhorn houve muitas idéias sobre a visualização no Explorer, e, embora nem todos elas apareçam no 7, uma importante está. A visão por empilhamento (stacking). Esta visão permite que você organize arquivos pela data, autor e muitos outros filtros. Isso é muito bom para fotos.
Status do dispositivo: Uma das características que o Longhorn incluía era uma nova forma de visualizar os dispositivos conectados em seu PC. O Windows 7 realmente possui este recurso. Ele permite uma experiência visual muito mais voltada para o dispositivo, que permite que você veja todas as informações e realize tarefas em um local fácil de usar.
O Windows 7 vem com isso e muito mais. Ele vem com novas adições ao Aero, como Aero peek, Aero Shake, Aero Snap, para citar apenas alguns. Estas características realmente fazem a experiência de usar o Windows muito melhor.
A questão de fundo é que a Microsoft realmente decidiu mudar percepções e corrigir os problemas que flagelaram o Vista. E, até agora, eles estão fazendo um trabalho muito bom com o Windows 7. A build atual do Windows 7 é impressionantemente rápida, tem suporte á drivers melhor que o Vista mesmo no início desta fase beta e a estabilidade é absolutamente inacreditável. Tenho utilizado o Windows 7 como meu sistema operacional principal há algum tempo e até agora não tenho absolutamente nenhuma intenção de voltar para o Vista. Na verdade, nem que me pagassem eu voltaria para o Vista neste momento. Em minha opinião, o Windows 7 será o sistema operacional que trará vida nova para a Microsoft, e revitalizará os PCs Windows e a comunidade como um todo.”
Via Chis123NT
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